As empenas cegas, sempre abordadas como tema de intervenção hora pela arquitetura, paisagismo e arte; vira e mexe voltam a despertar interesse quando deparamos com registros que incomodam principalmente do meio autodenominado 'pixador', pichador no português coloquial, ' nóis fosca, memo tudo' diria rebelde rapaz pegador das menininhas, de conhecido grupos com os 'Los 13' (Zona Leste - Alto Tietê), Feeh*(nome de guerra) , assustam e mostram veias que ressaltam na tumultuada desordenada paisagem urbana. Conflito de desordens psíquicas, muita das vezes, resultado de anfetaminas, adrenalina e demais drogas lícitas e ilícitas que compõe o espectro de experiências desvairadas em fase adolescente tardia destes grupos que demarcam como cães seu espaço e seu ambiente. O caos instaurado, a anarquia que vem da besta humana que habita estes corpos.
Certo que este furor insano que propaga nos nus muros em toda cidade, seja ela de pequeno, médio e grande porte, reflete a imperícia de lições e a falta de outras maneiras de expressão, somos de certo modo responsáveis por este estágio e estado de imagem e hieróglifos inscritos, das cavernas as pichações, sempre houve os primitivos e os vanguardistas, em meio aos ódio pode surgir o amor, creio e aprovo certas intervenções, cor ao cinza, cérebros em polvorosa, arte... mas certamente a estética e a ética necessitam um alinhamento, há quem dicorde e continue 'foscando' tudo... mas permitamos grafitar sobre isto.
